quarta-feira, 23 de julho de 2008

Princesinha revoltada!

Perante as atuais circunstâncias, hoje resolvi, assim, de repente, revoltar. Sim, é uma revolta de livre e espontânea vontade.
Não é justo que as pessoas se aproveitem da minha boa vontade, e tentem me fazer de idiota, por que, até agora, eu fingia que não via nada. Tudo estava bem quando eu queria que estivesse bem, como se nada houvesse acontecido. Mas agora eu cansei.
Não serei mais a garotinha cor-de-rosa brilhante que compreende tudo, ouve todos, aceita as críticas maldosas e aceita ser passada para trás.
Não quero que ninguem goste de mim, e nem me esforçarei para isso mais, portanto, se você não gosta de mim... que bom pra você. Não dou a mínima.
Só não reclamem se precisarem de mim, por que, daqui pra frente, Clayre não ajuda mais NINGUEM além daqueles que estão ao seu lado SEMPRE.
Pode criticar à vontade, pensar o que quiser... já não faz a mínima diferença pra mim, sabe porque? Por que não vai me atingir. Agora eu pretendo viver por mim e pelas pessoas que estiverem ao meu lado.

Preparem-se para me aguentar, por que, se eu era chata sendo princesinha, espere até ver como eu sou revoltadinha.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

..Time to Walk Within myself....

Eu achei que pudesse entender o mundo, as pessoas e suas dificuldades... seus problemas. Achei que fosse suficientemente madura para isso... mas como todos no mundo, eu tambem me engano, e me enganei mais uma vez. Minha maior imaturidade foi acreditar que eu entendia o ser-humano quando na verdade não parei um minuto se quer para ME entender, e agora, infelizmente, estou com medo por não saber o que fazer por mim mesma. Ajudar aos outros nem sempre garante que estejamos bem.
Não quero mais usar este blog para falar do mundo, das pessoas em geral, antes de me conhecer melhor... me entender... ME AJUDAR. Isto pode demorar um pouco, e mesmo que ninguem entre aqui e sopre a poeira para tentar ler, eu continuarei escrevendo. Com certeza vai me fazer bem, e é isso que me importa no momento. É deprimente ter que assumir esta postura egoísta, mas é assim que vai ser.
É horrivel ver a reação assustada das pessoas ao me verem assim, como se tudo no meu mundo fosse lindo e nada, em momento algum, desse errado. De fato eu não demonstro tanto as emoções não desejadas. Me engano muitas vezes mostrando às pessoas que estou ótima, ocupo a cabeça ao máximo para não pensar em besteira... e, acreditem, eu me sinto realmente bem e feliz, até que eu encontre um momentinho para pensar e tudo desabe de uma só vez em meus ombros. Aí eu me acabo, e as pessoas se assustam. Infelizmente não dá pra ser feliz o tempo todo, e quem não puder aceitar isso, que não se aproxime, por favor.
Tem sido dificil suportar os socos que a vida me dá, as frustrações de cada dia, o desanimo, a falta daqueles que um dia chamei de amigos, e daqueles que, de fato, sempre o foram. Parece que agora não há lugar para mim. Não me identifico com lugar algum. Não me encontro entre as paredes que me cercam. Não tenho mais aquela sensação de ver um pouco de mim em alguem que está por perto. Eu não sei se todos são tão diferentes de mim ou se eu é que me tornei tão diferente assim, mas me sinto isolada, sozinha, boba e chata. Não consigo enchergar sinais de que as pessoas que me cercam gostam verdadeiramente de mim. Na verdade, por mais que gostem, ninguem realmente se importa ou se aproxima, e eu, não sei por que, não tenho me esforçado para me aproximar tambem.
A Clara popularzinha, que saia sempre com os amigos e voltava tarde para casa, não existe mais.
A Clara que ficava horas no telefone com os amigos ou batento papo a toa na internet, não existe mais.
A Clara que saia para dançar, ver shows ou simplesmente andar a toa no shopping bem acompanhada, também não existe mais.
A Clara que fazia todos rirem o tempo todo com piadinhas bestas, porem, inteligentes... não. Nem esta existe mais.
O que restou de mim agora são os sonhos - alguns interrompidos por crueldade de terceiros - e a maneira de amar sem medo ou fronteiras. Mas estou sozinha, solitária, vazia e me sentindo inutil. Não me resta ânimo para correr atrás do que quero, e nem mesmo sei mais o que é que eu quero.
Acho que tudo isso é só consequencia da minha queda brutal do conto-de-fadas para um mundo absolutamente real. Ainda não me acostumei com a falta de amor das pessoas, o egoísmo, a arrogancia e ganância, e, ao mesmo tempo, me vejo cercada de situações que praticamente me obrigam a ser como todos eles.
Eu acho que queria nunca mais ser abandonada, esquecida, deixada de lado, passada pra trás. Queria, talvez, não perder as coisas preciosas que possuo (ou já possui), e recuperar as que já perdi. Queria poder confiar em todos sem medo, não ver meu melhor amigo me apunhalando pelas costas e nem me desesperar por não saber o que fazer em certas situações. Mas acho que isso é o que todos querem. Eu só sou uma pessoa normal desejando o que todas as pessoas normais desejam.
Eu não sei o porque de tudo isso, mas eu pretendo descobrir e resolver rápido. Quero ficar bem, independente de qualquer coisa.
Quem tiver paciencia e disposição para ficar ao meu lado, me entender e aceitar que não sou perfeitinha e felizinha o tempo todo, que fique. Quem não puder, não quiser ou não souber como, por favor, fique o mais longe que você conseguir, e não venha acabar com o pouco que me resta de alegria. Não estou disposta a suportar ciuminho besta, inveja, infantilidade e falta de interesse. Se for pra ficar ao meu lado, que fique para valer.
São poucos (ou quase ninguem mesmo) os que ficarão, com certeza. Mas eu sei que não precisarei de mais ninguem. Esse pouco deve ser o suficiente.

sexta-feira, 28 de março de 2008

TECNOLOGIA: A paixão da nossa geração.



Alguém tem alguma idéia do que acontece com os corações da nossa geração?
Eu tenho a impressão de que eles acompanham as inovações tecnológicas do mundo. Quanto mais rápido você pode ter acesso ao mundo particular de uma pessoa, mais rápido seu coração pode se apaixonar perdidamente. E, com a mesma facilidade que você pode bloquear tal pessoa do seu mundinho, você também pode bloqueá-la do seu coração. Já parou para pensar nisso?
São os novos tempos. As informações correm, as pessoas se aproximam sem antes haver contato físico, e se entregam à isso de uma maneira assustadora.
Ainda não consegui concluir se é algo ruim ou bom. Talvez tenha os dois lados. O fato é que, nesse caso, as paixões são "frágeis" e menos "reais". Mas há a possibilidade de se tornarem fortes e mais reais?
Se eu levar em consideração minhas experiências em relação a isso, posso dizer que sim, contanto que haja contato físico antes que a paixão esfrie. E, é claro, pode ou não dar certo.
Ainda assim, acho estranho que dois indivíduos que mal se conhecem se apaixonem cegamente um pelo outro, embora isso sempre aconteça comigo também. Talvez isso se deva ao fato de que a vida corrida dos grandes centros urbanos tenha dificultado um pouco a relação de afeto entre as pessoas, e com a facilidade da internet, às vezes encontramos alguém que parece nos entender, nos aceitar como somos, e sim, essas pessoas sempre dizem o que queremos ouvir, seja lá como for. E não estou generalizando, mas acredito que, em boa parte desses casos, seja apenas ilusão. É óbvio que podemos fazer novas amizades, algumas com certeza podem até durar bastante, e podemos encontrar aquela pessoa com quem passaremos anos de nossas vidas. É possível, mas não há grandes possibilidades, e tudo pode mudar completamente a partir do momento em que você estiver cara-a-cara com a pessoa. Essa busca pelo afeto que nos foge no dia-a-dia praticamente nos conduz a cairmos de queixo pelo primeiro que enviar palavras carinhosas por qualquer um dos vários recursos de comunicação disponíveis pela internet. E o perigo está no fato de que, muitas vezes, essas palavras não são de coração. São falsas, ditas da boca para fora...
Não é nada muito agradável de se pensar, mas é necessário ser realista, e isso não significa que você tenha que desconfiar de todos os "amigos virtuais" e ser proibido de se apaixonar por alguns deles. O ideal é apenas que haja cuidado e que se analise cada caso para saber se deve ou não confiar. No mais, tente se envolver, também, com pessoas "de verdade", e, sempre que possível, trazer aquelas com quem você realmente se importa, do mundo virtual para o mundo real.
Conhecer gente nova, de lugares e culturas diferentes, é sempre bom, mas é necessário um equilíbrio entre a tela do seu computador e a realidade que o cerca, afinal, o que você tanto procura pode estar ao seu lado, e você simplesmente não viu por que estava ocupado demais respondendo seus recados no orkut.

domingo, 23 de março de 2008

Do mundo cor-de-rosa para o mundo real.

Todos nós, até certo momento da vida, temos a convicção de que vivemos em um mundo cor-de-rosa, onde os contos-de-fadas existem e tudo e todos que não são como queremos parecem errados. Algumas pessoas conseguem absorver experiências ao longo da vida que as trazem ao mundo real, outras ignoram as circunstâncias e continuam se revoltando com tudo o que é diferente do planejado e esperado por elas.
O fato é que não há escolha. Você não pode decidir se prefere viver no mundo real ou no mundo cor-de-rosa, mas pode se iludir com ele enquanto finge que o mundo real não existe.
Colocar os pés no chão e aceitar as coisas como elas são parece escabroso. Mete medo mesmo, mas não é nenhum bicho de sete cabeças.
É claro que todos nós temos medo de sofrer decepções, e está enganado quem pensa que no mundo cor-de-roa ninguém se decepciona. Eu diria até que por lá as decepções podem ser bem maiores e dolorosas, tendo em vista que seus habitantes sempre esperam a perfeição de tudo e todos, e fazem questão de amizades sem problemas, amores correspondidos , casamentos que duram para todo o sempre , famílias perfeitas e nada de violência, injustiças e erros. Dessa maneira, não há como não se decepcionar tragicamente com, por exemplo, um amor que, de repente, acaba. E sim, amores podem acabar.
No mundo real nada acontece de maneira diferente. A diferença é que aqui você espera o melhor, mas sabe que pode dar errado.
É óbvio que esperamos sempre que as pessoas, principalmente amigos, família e companheiros, estejam ao nosso lado quando mais precisamos deles, mas devemos saber que nem sempre estarão dispostos e disponíveis para isso, alem do mais, são seres humanos e, como qualquer outro, falham. Há também as diferenças entre as pessoas, e algumas são bem difíceis de aceitar, mas ninguém é obrigado a mudar, e se você não souber lidar com tal diferença, mesmo depois de ter tentado, não o culpe, e não se sinta culpado também, afinal, ninguém é obrigado a aceitar nada.
O mundo não gira em torno de ninguém, e às vezes o que você planejou vai dar errado. Isso não significa que você vai se desesperar, desistir de tudo, passar dias chorando e esperar que a fada madrinha se comova e faça tudo dar certo com um passe de mágica para que você fique feliz. Seria ótimo se isso acontecesse, mas, infelizmente, fadas madrinhas não existem. O jeito, então, é levantar a cabeça, partir para o plano B, seja ele qual for, e seguir em frente.
Uma vez uma amiga minha perdeu o cartão do ônibus quando ia para a faculdade, e só se deu conta de que havia perdido quando já estava dentro do ônibus. Eu, no lugar dela, desceria do ônibus, voltaria para a casa e não iria à aula, ou chegaria atrasada, ou então pediria ao cobrador que me deixasse passar e me comprometeria a pagar no dia seguinte, afinal, não custa tentar. Mas não, nem um, nem outro. Ela entrou em desespero e começou a chorar. No final das contas, um passageiro se comoveu e passou o cartão para ela. Mas não se iluda! Não era a fada madrinha. Apenas uma alma caridosa, eu diria.
A questão é que ela continuou chorando e indignada por ter perdido seu cartão durante o resto do dia. Ora, todos falham algumas vezes na vida, e isso não é pecado. "Você também é ser humano".
O que quero dizer é que nem tudo são flores, e que podemos ser muito mais felizes se aceitarmos que não podemos moldar o destino da maneira como queremos e que imprevistos acontecem. O importante não é que tudo dê certo, e sim que você seja muito feliz, mesmo quando algo der errado. Portanto, quando uma história não seguir o rumo que você quer, não feche o livro. Apenas coloque um ponto final, vire a página e recomece a história.

sábado, 22 de março de 2008

Um passeio interior...

Sentimentos, medos, sonhos, vontades, crenças...
É muito fácil se deparar com todos esses conflitos humanos dia após dia. Difícil é encara-los de frente e tentar entende-los, antes mesmo de aceita-los.
Em um mundo onde ser o que você quer ser se torna cada dia mais difícil, o "normal" é fugir de sí mesmo e aceitar as coisas, na maioria das vezes, como elas estão, e não como são. Diferente é aquele que se assume como é verdadeiramente, com seus acertos e erros, defeitos e virtudes, fraquezas e forças. Convenhamos, parece muito mais prático fazer tudo da maneira como lhe é imposto do que tirar suas próprias conclusões de como tudo deve ser feito.Mas quem melhor que nós mesmos para saber o que nos convém?
Pode parecer complicado, mas todos nós sabemos o que queremos se olharmos bem no fundo do que somos. E se tivermos medo de colocar para fora o que está tão guardado e escondido lá dentro, jamais estaremos completos. Todos os seus conflitos internos e externos podem ser resolvidos se você ao menos encara-los de frente e se esforçar para entender o que há de errado. Para tudo há uma solução lógica, e cabe a você escolhê-la ou seguir o caminho fácil, apertar o "play" e deixar que ele o leve até onde ele quiser ir, sem qualquer interferência sua.
PENSAR. Esse é o principal veículo entre você e o "verdadeiro você", entre as dificuldades e suas soluções. Não há nada de tão complexo, afinal, pensar pode não ser tão fácil, mas não é tão dificil quanto encontrar um outro alguém que lhe de uma poção mágica que possa resolver todos os problemas por você de maneira que todos (inclusive você) estejam satisfeitos e se sentindo bem no final.
Não há nada melhor no mundo do que fazer um passeio interior e se conhecer melhor que qualquer um, saber exatamente o que pode ser feito para se sentir bem consigo mesmo e ter a possibilidade de ajudar com que outras pessoas também se sintam bem, e isso não deve ser privilégio de ninguem, é um direito de todos.